Adalberta de Holanda Cavalcante Fortes Martins foi uma das figuras mais marcantes da educação e da assistência social de Araçatuba, deixando um legado de humanidade, força e dedicação que permanece vivo na memória da cidade.
A trajetória dela é lembrada com profunda admiração por ex‑alunos e famílias que conviveram com sua sensibilidade, firmeza e amor ao próximo, construindo uma história que atravessou décadas de trabalho educacional e comunitário.
Origem e chegada a Araçatuba
Nascida no estado de Alagoas, Adalberta de Holanda Cavalcante Fortes Martins mudou‑se ainda jovem para São Paulo e posteriormente seguiu para Araçatuba, onde chegou a convite das irmãs do Colégio Nossa Senhora Aparecida. Ali iniciou sua atuação como professora de Língua Portuguesa, conquistando rapidamente o respeito das comunidades escolar e religiosa.
Essa mudança não apenas transformou sua própria trajetória, mas também impactou gerações de estudantes que encontraram nela apoio, firmeza e orientação.
Carreira dedicada ao ensino
Durante mais de cinquenta anos, Adalberta atuou como professora e diretora, sendo lembrada por sua dedicação, disciplina acolhedora e paixão pela Língua Portuguesa. Ensinou no Colégio Nossa Senhora Aparecida, na Escola Industrial de Araçatuba e na Escola Estadual Luiz Gama Araçatuba, sempre marcada por um estilo firme, carinhoso e profundamente humano.
Em muitos relatos, ex‑alunos afirmam que todo seu aprendizado em Português veio diretamente dela. Outros comentam sobre seu acolhimento, sua proteção e seus conselhos, que frequentemente ultrapassavam o papel de professora. Em 1990, também foi diretora da Escola Industrial, sendo reconhecida pela postura ética e pela liderança equilibrada.
Atuação no Amor‑Exigente
Após enfrentar a perda trágica de um filho, Adalberta transformou sua dor em ação social. Assim, passou a dedicar-se ao Amor‑Exigente, um movimento voltado ao apoio de famílias de dependentes químicos e de pessoas com comportamentos prejudiciais.
Durante muitos anos, conduziu o programa em Araçatuba, sempre com sensibilidade, espiritualidade e firmeza. Famílias relatam que suas conversas pareciam verdadeiras orações, e que suas palavras ofereciam conforto e orientação em momentos de extrema fragilidade.
Entre aqueles que frequentavam os encontros, tornou-se referência absoluta. Muitos afirmam que o Amor‑Exigente perdeu uma “guerreira” com sua partida, tamanha sua dedicação.
Afeto, reconhecimento e legado humano
Os inúmeros relatos sobre Adalberta revelam o tamanho de sua importância. Pessoas a descreveram como gentil, educada, carinhosa, solidária e resiliente. Alunos a chamavam de “segunda mãe”. Colegas a viam como amiga acolhedora. Famílias atendidas por ela destacavam sua capacidade de escutar, aconselhar e orientar com amor.
Sua vida familiar também integra essa memória afetiva: era mãe de Pipo (in memoriam) e de Beto, que foi professor de muitos que a homenageiam.
Sua força espiritual, sua presença serena e sua missão de servir marcaram profundamente Araçatuba.
Falecimento e permanência na memória da cidade
Adalberta de Holanda Cavalcante Fortes Martins faleceu em 29 de agosto de 2024, aos 81 anos. Sua despedida gerou grande comoção, pois Araçatuba reconhece nela uma educadora exemplar e uma das maiores referências de assistência social da região.
Seu legado permanece vivo nos alunos que ensinou, nas famílias que acolheu e na comunidade que ajudou a fortalecer. Sua história continua inspirando e sua lembrança segue iluminando todos aqueles que conviveram com ela.















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