Adalberta de Holanda Cavalcante Fortes Martins

por | 30/12/2025 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

foi uma das figuras mais marcantes da educação e da assistência social de , deixando um legado de humanidade, força e dedicação que permanece vivo na memória da cidade.

A trajetória dela é lembrada com profunda admiração por ex‑alunos e famílias que conviveram com sua sensibilidade, firmeza e amor ao próximo, construindo uma história que atravessou décadas de trabalho educacional e comunitário.

Origem e chegada a

Nascida no estado de Alagoas, mudou‑se ainda jovem para e posteriormente seguiu para , onde chegou a convite das irmãs do . Ali iniciou sua atuação como de Língua Portuguesa, conquistando rapidamente o respeito das comunidades escolar e religiosa.

Essa mudança não apenas transformou sua própria trajetória, mas também impactou gerações de estudantes que encontraram nela apoio, firmeza e orientação.

Carreira dedicada ao ensino

Durante mais de cinquenta anos, Adalberta atuou como e diretora, sendo lembrada por sua dedicação, disciplina acolhedora e paixão pela Língua Portuguesa. Ensinou no , na Escola Industrial de e na Escola Estadual Luiz Gama , sempre marcada por um estilo firme, carinhoso e profundamente humano.

Em muitos relatos, ex‑alunos afirmam que todo seu aprendizado em Português veio diretamente dela. Outros comentam sobre seu acolhimento, sua proteção e seus conselhos, que frequentemente ultrapassavam o papel de . Em 1990, também foi diretora da Escola Industrial, sendo reconhecida pela postura ética e pela liderança equilibrada.

Atuação no

Após enfrentar a perda trágica de um filho, Adalberta transformou sua dor em ação social. Assim, passou a dedicar-se ao , um movimento voltado ao apoio de famílias de dependentes químicos e de pessoas com comportamentos prejudiciais.

Durante muitos anos, conduziu o programa em , sempre com sensibilidade, espiritualidade e firmeza. Famílias relatam que suas conversas pareciam verdadeiras orações, e que suas palavras ofereciam conforto e orientação em momentos de extrema fragilidade.

Entre aqueles que frequentavam os encontros, tornou-se referência absoluta. Muitos afirmam que o perdeu uma “guerreira” com sua partida, tamanha sua dedicação.

Afeto, reconhecimento e legado humano

Os inúmeros relatos sobre Adalberta revelam o tamanho de sua importância. Pessoas a descreveram como gentil, educada, carinhosa, solidária e resiliente. Alunos a chamavam de “segunda mãe”. Colegas a viam como amiga acolhedora. Famílias atendidas por ela destacavam sua capacidade de escutar, aconselhar e orientar com amor.

Sua vida familiar também integra essa memória afetiva: era mãe de Pipo (in memoriam) e de Beto, que foi de muitos que a homenageiam.

Sua força espiritual, sua presença serena e sua missão de servir marcaram profundamente .

Falecimento e permanência na memória da cidade

faleceu em 29 de agosto de 2024, aos 81 anos. Sua despedida gerou grande comoção, pois reconhece nela uma educadora exemplar e uma das maiores referências de assistência social da região.

Seu legado permanece vivo nos alunos que ensinou, nas famílias que acolheu e na comunidade que ajudou a fortalecer. Sua história continua inspirando e sua lembrança segue iluminando todos aqueles que conviveram com ela.

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