Adovaldo Nunes Barbosa, conhecido como Noronha, foi um dos grandes nomes do futebol de Araçatuba e uma figura marcante na vida social e comercial da cidade, reconhecido por sua personalidade carismática e sua dedicação intensa tanto aos esportes quanto à comunidade.
Início no futebol e destaque como volante
A história esportiva de Adovaldo Nunes Barbosa se consolidou no extinto Clube Atlético Ferroviário, onde ele atuou como volante e se destacou pela firmeza, inteligência tática e liderança em campo. Sempre identificado com a camisa 5, Noronha rapidamente se tornou um dos atletas mais admirados pela torcida local, transmitindo segurança ao meio-campo e encantando aqueles que acompanharam sua trajetória. Em seguida, também defendeu a equipe do ARMEC, reforçando seu impacto no futebol regional.
Durante sua carreira, chegou a receber uma proposta para atuar no Fluminense, um dos principais clubes do país. No entanto, escolheu permanecer em Araçatuba, cidade à qual sempre demonstrou profundo amor e vínculo afetivo. Sua decisão refletiu seu caráter e seu compromisso com as raízes que tanto valorizava.
Parcerias marcantes e encerramento da carreira
Ao longo dos anos, Noronha formou parcerias memoráveis dentro de campo. Jogou ao lado de atletas como Jeová, Valfrefo, Zugudu, Pingo e Mário Zuguda, participando de equipes que marcaram época no futebol do interior paulista. Ele e Jeová, especialmente, construíram uma das duplas de meio‑campo mais respeitadas da região, reconhecida pela sintonia, dedicação e capacidade de conduzir o ritmo das partidas. Muitos torcedores lembram com carinho dessa formação, destacando que era difícil encontrar um meio‑campo tão harmonioso e eficiente quanto o composto por Noronha e Jeová. Entre os relatos preservados pela memória esportiva local, há quem ressalte que “era uma dupla fera, grandes craques da época” e que quem os viu jogar teve o privilégio de acompanhar um futebol de alto nível.
Outros apaixonados pelo esporte também recordam que, além de Noronha e Jeová, nomes como Zé Aventino, Norberto Saffioti e Wanderlei Garcia marcaram o período. Este último, inclusive, ficou conhecido por nunca ter perdido um pênalti, reforçando a força daquele elenco que fez história nos gramados da região. Esses depoimentos enriquecem ainda mais a dimensão do legado deixado por Noronha, eternizando seu papel na construção de um dos momentos mais celebrados do futebol araçatubense.
A carreira de Adovaldo Nunes Barbosa teve seu capítulo final no Araçatuba F.C. em 1970, período em que o clube disputava a Primeira Divisão Paulista. Antes disso, defendeu o Clube Atlético Ferroviário entre 1966 e 1969, consolidando sua importância no cenário esportivo local. Sua trajetória segue ecoando entre torcedores, colegas e todos que vivenciaram o desenvolvimento do futebol na região.
Atuação empresarial e reconhecimento além dos gramados
Após deixar o futebol, Noronha iniciou uma trajetória marcante como empresário. Ficou conhecido por preparar o que muitos consideravam o melhor filé à parmegiana de Araçatuba, prato que se tornou referência entre os frequentadores de seus estabelecimentos.
Ele administrou locais que fizeram parte da rotina de gerações, como:
- Recanto das Palmeiras, no Ginásio de Esportes Plácido Rocha
- Restaurante e Lanchonete Bambolê, localizado na rua Gonçalves Ledo com a rua Wandenkolk, no bairro São Joaquim
Além das atividades no setor gastronômico, Noronha também trabalhou como vendedor da Brahma por vários anos, consolidando ainda mais sua presença na vida cotidiana da cidade. Em todos os ambientes que frequentava, era lembrado pela simpatia, pela habilidade em fazer amizades e pelo respeito conquistado ao longo da vida.
Legado e memória afetiva em Araçatuba
Adovaldo Nunes Barbosa, o Noronha, permanece vivo na memória de Araçatuba por tudo o que representou: um atleta talentoso, um empresário dedicado e, acima de tudo, uma figura humana admirada pela simplicidade, alegria e disposição em ajudar. Ele deixou marcas profundas naqueles que conviveram com ele, sejam companheiros de equipe, clientes, amigos ou admiradores.
Seu nome segue presente na história da cidade como símbolo de dedicação e amor pela comunidade, representando uma geração que construiu parte importante da identidade esportiva e social de Araçatuba.

















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