Ângela Maria Favi

por | 04/02/2026 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

Ângela Maria Favi: a eterna Miss Araçatuba que encantou o Brasil

Ângela Maria Favi foi uma das mulheres mais marcantes da história de , reconhecida nacionalmente por sua trajetória como miss e lembrada pela elegância, simplicidade e vínculos profundos com a cidade.

Origem em e juventude

Nascida e criada em , no interior de , Ângela Maria Favi viveu uma adolescência típica de cidade média, dividida entre os estudos, o trabalho e a vida social. Ela estudou em escolas tradicionais, como o , o Escola Estadual Jorge Corrêa e a famosa EMEB , onde se destacava pela simpatia, delicadeza no trato e beleza discreta, que chamava a atenção sem afastá-la da simplicidade.

Amigos e colegas de classe a lembram como uma jovem meiga, tímida e muito educada, que caminhava com os colegas até a escola, morava em ruas conhecidas, como a e a , e fazia parte do cotidiano de bairro, antes de se tornar um rosto conhecido em todo o país.

Trabalho bancário e início nos concursos de beleza

Na juventude, Ângela começou a trabalhar no setor bancário, em agências como o – que mais tarde se tornaria – na região central de , na . Colegas de trabalho recordam uma profissional discreta, responsável e gentil com clientes e companheiros de agência.

Ao mesmo tempo, ela passou a participar de concursos de beleza locais e regionais. Em , ganhou diversos concursos e, rapidamente, se tornou presença certa nas festas e eventos da alta sociedade. Sua elegância natural, aliada à humildade, fazia com que fosse admirada tanto pelos círculos sociais mais formais quanto pelos antigos vizinhos e colegas de escola.

, e Mundo 1972

O ano de 1972 marcou o auge da trajetória pública de Ângela Maria Favi. Representando sua cidade, ela foi eleita e, em seguida, conquistou o título de 1972. A vitória estadual provocou grande comoção em , e muitos moradores se lembram da sua chegada ao (antigo ), recebida por uma multidão que lotou o local para homenageá-la.

Naquele período, existiam duas grandes vias de projeção para as candidatas brasileiras: o concurso , oficialmente vinculado ao , e o Mundo, que definia quem representaria o país no . A principal diferença é que o (oficialmente na época) selecionava a representante brasileira para o concurso , enquanto o Mundo elegia a candidata para o , que são competições internacionais distintas.

Em 1972, as vencedoras e seus destinos ajudam a entender melhor esse cenário. No (Universo) 1972, a vencedora foi Rejane Vieira Costa, do , que representou o no e terminou como vice-campeã, em 2º lugar. Já no Mundo 1972, o título ficou com Ângela Maria Favi, de , que se tornou a representante do no daquele ano.

Embora ambos sejam concursos de beleza, eles são organizados por franquias diferentes e têm critérios e focos distintos. Em linhas gerais, o tende a dar maior ênfase à comunicação, liderança e presença de palco, enquanto o tradicionalmente valoriza, além da beleza e elegância, iniciativas de engajamento social, projetos humanitários e habilidades artísticas, como talento e expressão.

Desafios pessoais e participação no

A fase de maior visibilidade coincidiu com um momento difícil em sua vida pessoal. Relatos da época indicam que o pai de Ângela faleceu às vésperas de uma etapa importante de concurso. Mesmo abalada, ela seguiu na disputa porque a família a incentivou a não desistir. Muitos acreditam que, no , seu abatimento pelo luto pode ter influenciado o resultado final, embora o segundo lugar tenha sido um feito expressivo.

Como Mundo 1972, Ângela participou do , realizado em . Na competição internacional, vencida pela australiana Belinda Roma Green, a brasileira não se classificou entre as finalistas, mas sua presença reforçou a participação do e projetou, ainda mais, o nome de para além das fronteiras nacionais.

Ângela Maria Favi Desfile
Desfile

Elegância, generosidade e vida em sociedade

Em , Ângela Maria Favi virou sinônimo de elegância. Colunistas sociais a descreviam como uma mulher cuja presença “enfeitava qualquer festa”. Nas décadas seguintes, sua imagem continuou associada ao período em que os concursos de miss tinham enorme prestígio e mobilizavam a cidade inteira em torno de desfiles e transmissões pela televisão.

Porém, as lembranças mais fortes de quem conviveu com ela vão além das coroas e faixas. Amigas, vizinhas e ex-colegas de escola contam que Ângela era simples no dia a dia, tratava todos com carinho e mantinha laços próximos com o bairro em que vivia. Há relatos de vestidos elegantes emprestados para formaturas, encontros na rua rumo à escola e conversas que mostravam uma pessoa afetuosa, serena e acessível, apesar da fama.

Casamento, filhos e nova etapa da vida

Após o auge como miss, Ângela Maria Favi decidiu seguir outro caminho. Ela se casou com e optou por deixar os concursos, dedicando-se à vida familiar. Em casa, concentrou suas energias no cuidado com o marido e com os filhos, e Júnior.

Essa escolha reforçou a imagem de uma mulher que, mesmo tendo alcançado visibilidade nacional, preferiu priorizar a intimidade do lar e a criação dos filhos. Ainda assim, continuou a ser lembrada como a “eterna 1972”, título repetido com carinho por amigos e moradores da cidade.

Doença, morte e memórias em

Já na maturidade, a vida de Ângela foi marcada pela luta contra o câncer de pulmão. Ela enfrentou a doença por mais de um ano, com várias internações no período final. Ângela Maria Favi morreu em 28 de junho de 2003, aos 49 anos, em Araçatuba, sua cidade natal.

O velório ocorreu na , em frente ao cemitério da Saudade, onde foi sepultada. A despedida reuniu familiares, amigos, ex-colegas de trabalho, vizinhos e admiradores que a acompanharam desde os primeiros concursos até a fase em que ela se dedicou exclusivamente à família.

Em Araçatuba, o nome de Ângela Maria Favi permanece vivo nas histórias contadas por quem conviveu com ela, nas lembranças de sua chegada triunfal como e nos depoimentos de quem a descreve como uma mulher linda, humilde e inesquecível.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *