Lançamento do Conjunto Habitacional Hilda Mandarino

por | 25/01/2026 | MEMÓRIAS | 0 Comentários

Bairro Hilda Mandarino: a homenagem a Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino em Araçatuba

O , em -SP, ficou marcado como uma das maiores homenagens públicas já feitas na cidade a uma educadora:  (1910–1986), lembrada como e, sobretudo, como mãe de  (1937–2017), figura nacional que presidiu a entre 1989 e 1990.

Ao mesmo tempo, a história do também se conecta à política habitacional do fim dos anos 1980, porque o conjunto foi viabilizado com recursos e financiamento ligados à e à atuação regional da  (), de , que aparece nos relatos como parceira na execução do projeto.

Quem foi

, descrita nos relatos como , foi esposa de Pedro Mandarino (1900–1968) e mãe de . Além disso, aparece associada ao nome  (1910–1986), com a observação de que “Hilda” provavelmente teria sido um apelido de Cacilda — ou seja, um ponto que integra a memória oral e, portanto, deve ser tratado como identificação afetiva e familiar, e não como substituição automática do registro civil.

Ainda assim, o que se mantém constante é o sentido da homenagem: alguns anos após sua morte (citada como decorrente de câncer), seu nome passou a representar, de forma pública, uma ideia de cuidado e futuro, especialmente ligada à educação e à casa própria.

e a ligação com a

A consolidação do está diretamente associada a , que nasceu em , em 10 de julho de 1937, formou-se em economia e história, atuou como bancário, economista, técnico em administração e universitário, e mais tarde também foi . Ele presidiu a  entre 1989 e 1990 e ficou conhecido, entre outros pontos, por nomear a primeira mulher para a diretoria do banco público e por atuar na articulação da centralização do Fundo de Garantia do Trabalhador Assalariado.

Depois, já no fim da vida, viveu por décadas no Distrito Federal, e faleceu em , em 11 de agosto de 2017, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. Nos relatos, também aparece a informação de que enfrentava Alzheimer, o que reforça a dimensão humana de uma trajetória pública intensa, mas atravessada por desafios pessoais.

 é descrito como o maior conjunto habitacional de  e um dos mais populosos da zona leste. E isso ajuda a explicar por que ele se tornou tão conhecido: trata-se de um bairro associado à expansão urbana, ao acesso à moradia e ao cotidiano de milhares de moradores.

Nos relatos, o conjunto aparece como construído com financiamento da estatal, por meio da , com execução ligada à , que é apresentada como uma companhia regional sediada em  e voltada a habitação de interesse social, reunindo participação de dezenas de prefeituras da região. Desse modo, a história do bairro também retrata um modelo de desenvolvimento urbano em que município, órgão financiador e companhia habitacional atuam em conjunto para viabilizar casas populares.

A inauguração do e a foto no

Um dos registros mais simbólicos ligados ao é a visita de a para participar da inauguração do bairro que recebeu o nome de sua mãe. A cena ficou associada à recepção no , quando ele chega à cidade para o ato oficial.

Na fotografia citada, aparece ao lado da então Germinia Dolce Venturolli. Além disso, o registro inclui  e, ao fundo, , então prefeito de . Assim, a imagem não é apenas um “retrato de chegada”, mas um recorte de época: autoridades locais e regionais reunidas em torno de um marco urbano que mudaria a vida de muitas famílias.

A data exata da inauguração não foi informada nos dados fornecidos; portanto, o enquadramento mais seguro é situá-la no contexto do período em que Mandarino estava à frente da Caixa (final dos anos 1980 e início dos anos 1990) e quando os projetos de moradia popular mencionados estavam sendo viabilizados.

Inauguração do Bairro Hilda Mandarino em Araçatuba
aparece ao lado da então Germinia Dolce Venturolli. Além disso, o registro inclui  e, ao fundo, , então prefeito de .

Outra homenagem: a EMEI , em Ribeirão Preto

A memória de também aparece fora de . Em , existe a Escola Municipal de Educação Infantil “, cuja história relatada se mistura com a criação do bairro Jardim Joaquim Procópio Ferraz. Segundo o histórico apresentado, as atividades pedagógicas começaram em 20 de fevereiro de 1990, e a escolha do nome teria sido vinculada a pedidos e tratativas para viabilização de casas populares, com a condição de que a primeira escola do bairro levasse o nome de Hilda.

No entanto, o próprio histórico ressalta que parte dessas informações foi colhida verbalmente, sem documentação localizada em arquivos da Câmara Municipal. Por isso, o ponto central que permanece é o valor simbólico: Hilda é lembrada como alguém ligada à educação e homenageada de maneira póstuma, tanto em quanto em Ribeirão Preto, reforçando como um nome pode atravessar cidades quando se transforma em referência comunitária.

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