Bairro Hilda Mandarino: a homenagem a Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino em Araçatuba
O Bairro Hilda Mandarino, em Araçatuba-SP, ficou marcado como uma das maiores homenagens públicas já feitas na cidade a uma educadora: Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino (1910–1986), lembrada como professora e, sobretudo, como mãe de Paulo Rubens Mandarino (1937–2017), figura nacional que presidiu a Caixa Econômica Federal entre 1989 e 1990.
Ao mesmo tempo, a história do Bairro Hilda Mandarino também se conecta à política habitacional do fim dos anos 1980, porque o conjunto foi viabilizado com recursos e financiamento ligados à Caixa Econômica Federal e à atuação regional da Cohab-Chris (Companhia Regional de Habitações de Interesse Social), de Araçatuba, que aparece nos relatos como parceira na execução do projeto.
Quem foi Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino
Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino, descrita nos relatos como professora, foi esposa de Pedro Mandarino (1900–1968) e mãe de Paulo Rubens Mandarino. Além disso, aparece associada ao nome Cacilda Faro Sobral Mandarino (1910–1986), com a observação de que “Hilda” provavelmente teria sido um apelido de Cacilda — ou seja, um ponto que integra a memória oral e, portanto, deve ser tratado como identificação afetiva e familiar, e não como substituição automática do registro civil.
Ainda assim, o que se mantém constante é o sentido da homenagem: alguns anos após sua morte (citada como decorrente de câncer), seu nome passou a representar, de forma pública, uma ideia de cuidado e futuro, especialmente ligada à educação e à casa própria.
Paulo Rubens Mandarino e a ligação com a Caixa Econômica Federal
A consolidação do Bairro Hilda Mandarino está diretamente associada a Paulo Rubens Mandarino, que nasceu em Niterói-RJ, em 10 de julho de 1937, formou-se em economia e história, atuou como bancário, economista, técnico em administração e professor universitário, e mais tarde também foi deputado federal. Ele presidiu a Caixa Econômica Federal entre 1989 e 1990 e ficou conhecido, entre outros pontos, por nomear a primeira mulher para a diretoria do banco público e por atuar na articulação da centralização do Fundo de Garantia do Trabalhador Assalariado.
Depois, já no fim da vida, viveu por décadas no Distrito Federal, e faleceu em Brasília-DF, em 11 de agosto de 2017, aos 80 anos, em decorrência de um infarto. Nos relatos, também aparece a informação de que enfrentava Alzheimer, o que reforça a dimensão humana de uma trajetória pública intensa, mas atravessada por desafios pessoais.
Um bairro construído com habitação popular e a participação da Cohab-Chris
O Bairro Hilda Mandarino é descrito como o maior conjunto habitacional de Araçatuba e um dos mais populosos da zona leste. E isso ajuda a explicar por que ele se tornou tão conhecido: trata-se de um bairro associado à expansão urbana, ao acesso à moradia e ao cotidiano de milhares de moradores.
Nos relatos, o conjunto aparece como construído com financiamento da estatal, por meio da Caixa Econômica Federal, com execução ligada à Cohab-Chris, que é apresentada como uma companhia regional sediada em Araçatuba e voltada a habitação de interesse social, reunindo participação de dezenas de prefeituras da região. Desse modo, a história do bairro também retrata um modelo de desenvolvimento urbano em que município, órgão financiador e companhia habitacional atuam em conjunto para viabilizar casas populares.
A inauguração do Bairro Hilda Mandarino e a foto no Aeroporto Dario Guarita
Um dos registros mais simbólicos ligados ao Bairro Hilda Mandarino é a visita de Paulo Rubens Mandarino a Araçatuba para participar da inauguração do bairro que recebeu o nome de sua mãe. A cena ficou associada à recepção no Aeroporto Dario Guarita, quando ele chega à cidade para o ato oficial.
Na fotografia citada, Paulo Rubens Mandarino aparece ao lado da então prefeita de Araçatuba, Germinia Dolce Venturolli. Além disso, o registro inclui João Jorge Rezek e, ao fundo, Pedro Marin Berbel, então prefeito de Birigui-SP. Assim, a imagem não é apenas um “retrato de chegada”, mas um recorte de época: autoridades locais e regionais reunidas em torno de um marco urbano que mudaria a vida de muitas famílias.
A data exata da inauguração não foi informada nos dados fornecidos; portanto, o enquadramento mais seguro é situá-la no contexto do período em que Mandarino estava à frente da Caixa (final dos anos 1980 e início dos anos 1990) e quando os projetos de moradia popular mencionados estavam sendo viabilizados.

Outra homenagem: a EMEI Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino, em Ribeirão Preto
A memória de Hilda Mandarino também aparece fora de Araçatuba. Em Ribeirão Preto-SP, existe a Escola Municipal de Educação Infantil “Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino”, cuja história relatada se mistura com a criação do bairro Jardim Joaquim Procópio Ferraz. Segundo o histórico apresentado, as atividades pedagógicas começaram em 20 de fevereiro de 1990, e a escolha do nome teria sido vinculada a pedidos e tratativas para viabilização de casas populares, com a condição de que a primeira escola do bairro levasse o nome de Hilda.
No entanto, o próprio histórico ressalta que parte dessas informações foi colhida verbalmente, sem documentação localizada em arquivos da Câmara Municipal. Por isso, o ponto central que permanece é o valor simbólico: Hilda é lembrada como alguém ligada à educação e homenageada de maneira póstuma, tanto em Araçatuba quanto em Ribeirão Preto, reforçando como um nome pode atravessar cidades quando se transforma em referência comunitária.











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