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Luís Alfredo Cuini

por | 03/03/2026 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

: a história de Boca, o náutico que dedicou a vida ao

, conhecido carinhosamente como Boca, foi uma personalidade marcante em , reconhecido por sua dedicação ao trabalho náutico, pelo envolvimento comunitário através do e pelo compromisso social que o tornava querido entre amigos, colegas e instituições locais. Nascido em 24 de maio de 1971, Boca construiu uma trajetória profissional ligada ao e deixou um legado de trabalho honesto, liderança juvenil e compromisso com o bem comum que permanece na memória da cidade.

Filho de e , Luís Alfredo cresceu na Vila Industrial de , especificamente na , onde desenvolveu amizades duradouras e aprendeu os valores que o guiariam por toda a vida. Casado com , foi pai de e , deixando também as irmãs e . Sua família reconhecia nele um homem trabalhador, dedicado e sempre disposto a ajudar.

Os primeiros passos profissionais e a paixão pelos motores

Desde muito jovem, demonstrou disposição para o trabalho. Aos 11 anos, iniciou sua experiência profissional em um consultório dentário, porém logo percebeu que seu verdadeiro interesse residia em motores e velocidade. Essa descoberta o levou a se tornar um exímio mecânico, profissão que o acompanharia por muitos anos. Na , montou sua primeira oficina de motos, empreendimento que cresceu gradualmente e consolidou sua reputação como profissional competente e confiável.

Contudo, a ambição profissional de Boca o impulsionou para novos horizontes. A transição do mundo das motos para a náutica representou um ponto de inflexão em sua carreira. investiu em sua formação profissional, realizando diversos cursos especializados pelo Brasil, obtendo certificações em marcas renomadas como , e . Essa dedicação à qualificação técnica refletia sua seriedade com a profissão e seu compromisso em oferecer serviços de excelência.

A experiência internacional e o retorno ao Brasil

A carreira de ganhou dimensão internacional quando decidiu trabalhar no . Durante três anos, Boca vivenciou uma experiência profissional em um país de grande desenvolvimento tecnológico, aprimorando ainda mais seus conhecimentos no ramo náutico. Esse período no exterior representou um investimento pessoal significativo em sua formação, demonstrando sua disposição em buscar conhecimento e experiência onde quer que fosse necessário.

Após retornar ao Brasil, dedicou-se integralmente ao trabalho no mundo náutico, atuando nas margens do em . Sua base de operações incluía o Hotel Fazenda , onde contribuía significativamente para o aquecimento do turismo regional. Além disso, Boca atendia clientes no Yacht Club, em diversos ranchos e em sua oficina especializada. Sua clientela se estendia também para o , consolidando sua reputação como profissional de confiança em toda a região do .

O envolvimento comunitário e o

Para além da vida profissional, dedicou quarenta anos ao Grupo Escoteiro Dom Bosco de , organização que iniciou sua participação ainda na infância sob a orientação do . Durante quatro décadas, Boca percorreu todas as etapas do , chegando ao cargo de chefia da , posição que refletia sua liderança e compromisso com a formação de jovens. Seu envolvimento com o transcendia as atividades formais do grupo; Boca era conhecido por preparar galinhada para moradores de rua, demonstrando sua sensibilidade social e disposição em ajudar os mais necessitados.

Além do , mantinha relacionamento próximo com instituições de segurança e proteção ambiental. Estava sempre disposto a colaborar com o Corpo de Bombeiros e com a Polícia Ambiental, oferecendo seu conhecimento técnico e sua embarcação para operações que beneficiassem a comunidade. Essa disponibilidade em servir ao bem coletivo tornava Boca uma figura respeitada e querida entre os profissionais dessas instituições.

O reconhecimento da comunidade

O trabalho de em prol da comunidade de foi reconhecido formalmente quando o vereador homenageou Boca ao nomear o em seu nome. Essa homenagem refletia o apreço da cidade pelo profissional dedicado e pelo cidadão comprometido com o desenvolvimento local. O pier tornou-se um símbolo do legado de Boca, marcando sua contribuição para a infraestrutura turística e recreativa de .

O trágico acidente no

Em 4 de outubro de 2023, uma ventania inesperada transformou o , local onde Luís Alfredo Cuini trabalhava, em cenário de tragédia. Durante suas atividades profissionais nas margens do rio, Boca foi surpreendido pela tempestade que o levou às águas. O corpo de Luís Alfredo Cuini foi encontrado pela em 6 de outubro de 2023, dois dias após o acidente. O sepultamento ocorreu em 7 de outubro de 2023, data que marcou o luto de .

A morte de Luís Alfredo Cuini impactou profundamente a comunidade araçatubense. Naquele dia, a cidade praticamente parou em sinal de respeito. Amigos, colegas, profissionais do , e diversas outras pessoas que conheciam Boca compareceram para homenagear o homem que havia dedicado sua vida ao trabalho honesto e ao serviço comunitário. A tragédia reuniu pessoas de diferentes círculos sociais e profissionais, todas unidas pela perda de alguém que havia deixado marcas positivas em suas vidas.

O legado de um trabalhador dedicado

Luís Alfredo Cuini faleceu em 6 de outubro de 2023, aos 52 anos, deixando um vazio significativo em e na região do . Sua morte não foi apenas a perda de um profissional competente, mas também de um pai amoroso, um irmão dedicado, um amigo leal e um cidadão comprometido com o bem comum. Boca morreu fazendo aquilo que amava: trabalhando nas águas do , cumprindo seu ofício com a mesma dedicação que caracterizou toda sua vida.

A família Cuini expressou sinceros agradecimentos a todos aqueles que participaram das buscas e operações de resgate, incluindo a Polícia Ambiental, Polícia , , Corpo de Bombeiros e diversos amigos e colegas que colocaram suas embarcações no rio em busca de Boca. Nomes como Alemão, Cléber, Max, Diógenes, Pacó, Lucas Cuini, Jefinho, Tales Torres, Ricardo, Marco, Sônia Semensato, Luizinho, Marcelo e Núbia foram destacados pelo empenho incansável durante aqueles dias difíceis.

A história de Luís Alfredo Cuini permanece viva na memória de como exemplo de dedicação profissional, compromisso comunitário e amor ao trabalho. Seu nome continua associado ao Pier da Prainha, lembrança constante de um homem que amou sua cidade e contribuiu significativamente para seu desenvolvimento. Boca não foi apenas um náutico experiente; foi um construtor de relacionamentos, um mentor para jovens escoteiros e um cidadão que compreendeu a importância de servir ao próximo com honestidade e generosidade.

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