Munir Tahane Andraus

por | 27/12/2025 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

foi um dos comerciantes mais queridos de , reconhecido pela e pela , estabelecimentos que marcaram gerações e ajudaram a construir a memória econômica e afetiva da cidade.

A vida de Munir se entrelaça diretamente com o desenvolvimento social e comercial de . Filho de imigrantes sírios, cresceu em uma família tradicional que sempre cultivou valores como ética, dedicação e hospitalidade. Sua atuação no comércio, no convívio com a comunidade e no deixou marcas profundas que ainda são lembradas por amigos, clientes e antigos funcionários.

: a trajetória de um comerciante marcante na história de .

Origens da família Andraus e primeiros anos

Nascido em 30 de janeiro de 1941, era filho de e , que deixaram a Síria em busca de novas oportunidades e se estabeleceram em . Dois de seus irmãos, e , nasceram na Síria e vieram pequenos para o , enquanto os demais — , , e o próprio Munir — nasceram já em .

Ele era o mais novo de seis irmãos. Segundo vários relatos preservados por quem conviveu com a família, os irmãos Andraus eram muito admirados pela postura elegante, pela educação e pela dedicação ao trabalho.

A Casa Verde e o marco no comércio local

Primeiramente instalada na , no local onde hoje funciona a , a Casa Verde se transformou referência regional em roupas masculinas. A loja nasceu com os irmãos Elias e Caram, passando depois para e seu irmão . Mais tarde, Munir assumiu a condução sozinho até o encerramento das atividades.

Posteriormente, já instalada na — onde atualmente funciona a — a Casa Verde viveu uma fase memorável, marcada pelo atendimento impecável que se tornou tradição. Muitos frequentadores da época descrevem o ambiente como um verdadeiro ponto de encontro da cidade.

Relatos preservados ajudam a compreender a relevância da loja:

• Emilio Gottardi Neto recorda ter feito camisas e calças na Casa Verde desde a década de 1960, destacando Munir como “super simpático” e lembrando que era “uma época jóia de ”.

• Juliano Parolo descreve Munir como um amigo querido, com quem conversava nos bancos da .

• Juvenal Alves e Carlos Roberto Albanezi Ramos lembram dos funcionários Daud, Emilio e Valdir, conhecidos pela atenção e dedicação, seguindo o exemplo de Munir.

• Nice Lima contou que foi vendedora da loja e que “vendeu muito terno ali, onde hoje é a “.

Essas memórias resgatam a atmosfera do comércio tradicional, quando atendimento e confiança eram os maiores ativos de um estabelecimento.

Casa Verde se transformou referência regional em roupas masculinas.
Casa Verde se transformou referência regional em roupas masculinas.
Casa Verde se transformou referência regional em roupas masculinas.

e a atuação no setor rural

Além do comércio de roupas, também foi proprietário da , localizada na , em frente à lateral da de , instalada em terreno pertencente a . A empresa era especializada em produtos de aroeira — mourões, lascas e madeiras utilizadas por fazendas da região.

Vários depoimentos reforçam o quanto Munir dominava o ramo:

• Juvenal Paziam recorda que aprendeu com ele o teste do copo d’água para identificar aroeira de qualidade.

Essa atuação diversificada consolidou Munir como um comerciante versátil e respeitado.

Vida pessoal, família e vínculos comunitários

Munir casou-se com Helci Luiza Paganini de Mattos Andraus, nascida em 18 de agosto de 1946 e falecida em 6 de janeiro de 2016. Ela era filha de e , família originária de , além de irmã de .

Eles tiveram duas filhas:

Segundo muitos conhecidos, Munir e Helci formavam um casal admirado pela elegância, educação e pelo carinho que transmitiam. As famílias Andraus e Mattos tinham forte presença na vida social e cultivavam laços duradouros com inúmeros amigos da cidade.

Munir casou-se com Helci Luiza Paganini de Mattos Andraus. Foto do casamento.
Munir e a esposa Helci Luiza Paganini de Mattos Andraus em evento no

Participação no e atuação comunitária

Além do comércio, Munir teve atuação expressiva na vida social de . Ele foi presidente do e se dedicou intensamente à manutenção e ao desenvolvimento do . Amigos que frequentavam o ambiente na época lembram com carinho sua presença e empenho nas atividades da instituição.

Reconhecimento, amizades e relatos marcantes

Ao longo da vida, Munir acumulou inúmeras amizades. Muitos depoimentos preservados mostram o quanto ele era querido, confiável e generoso.

Alguns dos relatos mais marcantes:

• João Do Pote, ao inaugurar o em 1976, dependia de Munir para obter informações cadastrais. Ele descreve Munir como seu “alento”, lembrando da frase bem-humorada: “Pau na máquina!”.

afirma que Munir era “sempre muito educado e ético, um grande homem”.

relata que seu pai era muito amigo de Munir, reforçando o apreço da comunidade.

• Muitos amigos de infância, ex-colegas do Colégio Salesiano, do Tiro de Guerra e do Ginásio também deixaram lembranças carregadas de saudade.

Esses testemunhos, então, ajudam a desenhar o perfil de um homem acessível, carismático e sempre disposto a ajudar.

A despedida precoce de

Munir faleceu em 8 de abril de 1998, aos 57 anos. De acordo com relatos familiares, ele enfrentou um tumor no cerebelo, passou por cirurgia em e, posteriormente, contraiu uma infecção hospitalar, não resistindo às complicações.

A notícia sensibilizou profundamente a comunidade. Muitos só souberam anos depois e expressaram surpresa pela perda tão precoce. Até hoje, amigos e ex-funcionários relembram sua postura firme, sua elegância e o carinho que tinham por ele.

Memórias e legado na história de

Em resumo, a história de segue viva na memória coletiva de . Sua trajetória mistura empreendedorismo, dedicação, generosidade e uma forma muito humana de se relacionar com as pessoas. A Casa Verde e a representam capítulos importantes da economia local, mas sua maior marca permanece sendo o afeto e o respeito que conquistou.

As lembranças partilhadas por quem conviveu com ele mostram que Munir deixou uma herança de simplicidade elegante, bom humor e compromisso com o trabalho. Seu nome continua sendo citado com carinho por antigos clientes, amigos, vizinhos e colegas de infância, que revivem histórias que ajudam a preservar sua importância para a cidade.

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