Odette Costa Bodstein

por | 18/01/2026 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

: e colunista social que marcou

foi um dos nomes mais lembrados de , porque transformou décadas de trabalho em educação e jornalismo em memória viva da cidade.

Nascida em 1927, em , construiu uma trajetória de presença constante na vida pública: primeiro, na sala de aula, formando gerações; depois, nas páginas de jornais e revistas, registrando acontecimentos, personagens e tradições locais. Assim, seu nome passou a circular com naturalidade entre escolas, redações, eventos culturais e instituições da cidade, ao mesmo tempo em que seu texto ajudava a costurar a identidade social do município.

Educação: mais de 50 anos no magistério e atuação em escolas da cidade

Primeiramente, foi da rede pública e exerceu o magistério por mais de 50 anos, lecionando em escolas importantes do município. Nesse percurso, um período lembrado com precisão foi sua atuação no , de 1962 a 1968, quando já era reconhecida pela disciplina em sala e pelo compromisso com a formação dos estudantes.

Além disso, sua atuação educacional também alcançou o ensino de idiomas: ela foi de francês, alemão, italiano e espanhol no Yazigi, ampliando sua contribuição para além do currículo tradicional. Desse modo, sua imagem pública se consolidou tanto pelo rigor de quanto pela capacidade de dialogar com diferentes gerações e interesses culturais.

Jornalismo: mais de meio século de carreira e a colunista social mais antiga do

Ao mesmo tempo, militou por mais de meio século no jornalismo, tornando-se conhecida como a colunista social mais antiga do . Sua carreira começou em 1953, na revista Cadência, onde assinava uma página dedicada ao público feminino. Pouco depois, em 1956, ela ingressou no , passando a assinar a página feminina e a coluna social, o que reforçou sua presença na imprensa local.

Na década de 1960, ela passou a atuar na , onde trabalhou por 17 anos. Depois disso, já em uma fase madura da carreira, esteve por mais de uma década no jornal , publicando semanalmente sua coluna social. Por isso, sua assinatura se tornou referência, porque acompanhava a vida da cidade com regularidade, destacando eventos, atividades culturais, encontros comunitários e nomes que ajudaram a construir o cotidiano de e região.

“Rainha da Noroeste” e o olhar para a vida cultural da região

Além de escrever sobre a vida social, também organizava o concurso de beleza “Rainha da Noroeste”, que reunia candidatas de toda a região. Assim, ela não apenas narrava o que acontecia, como também participava diretamente de iniciativas que movimentavam o calendário social, aproximando cidades, famílias e instituições em torno de um evento de grande repercussão.

Coluna Memória, público infantil e os livros que ajudam a contar

Outro ponto central de sua trajetória foi o trabalho com a Coluna Memória, em que focalizou, durante 20 anos, personalidades e fatos da história de . Ao mesmo tempo, ela também desenvolveu conteúdos voltados ao público infantil, ampliando o alcance do seu trabalho jornalístico para diferentes leitores.

Como resultado desse percurso, Odette publicou dois livros: “Focalizando” e “História de ”, com mais de 400 páginas, escrito em parceria com o e acadêmico . Desse modo, sua produção ultrapassou o ritmo semanal das colunas e passou a integrar também o campo das obras de referência sobre a cidade.

e atuação institucional

foi membro da (AAL), sendo uma de suas fundadoras. Além disso, presidiu a instituição por dois mandatos, de 1997 a 2000, o que reforçou seu papel como articuladora cultural e liderança na preservação da memória local.

Rotary: pioneirismo e ligação com o de -Centenário

Na vida associativa, Odette também se destacou como a primeira mulher rotariana na América Latina. Mais tarde, tornou-se Associada Honorária do de -Centenário desde a fundação, em 28/04/2004, permanecendo ligada ao clube até sua morte. Assim, sua trajetória reuniu comunicação, cultura e participação comunitária em uma mesma linha de atuação.

Homenagens, prêmios e reconhecimento público em Araçatuba

Ao longo dos anos, foi homenageada pela Câmara Municipal por duas vezes, e essas datas ajudam a organizar marcos importantes de sua trajetória:

Posteriormente, sua memória também foi fixada na educação municipal. Em 08/2014, a inaugurou a escola municipal , no bairro Ivo Tozzi, com atendimento a 230 crianças de zero a três anos. Desse modo, sua ligação com o ensino permaneceu presente no cotidiano da cidade, mesmo depois de sua partida.

Vida pessoal e despedida

foi casada com o e não deixou filhos. Ela faleceu em Araçatuba, em 24 de agosto de 2006, aos 79 anos, devido a insuficiência respiratória, com evolução para hipoxemia (falta de oxigênio no cérebro). Ainda assim, sua história segue lembrada porque atravessa duas frentes essenciais: a formação de pessoas, pelo magistério, e o registro do tempo, pelo jornalismo e pela produção voltada à memória de Araçatuba.

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