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Márcio Rodrigues Simões

por | 10/03/2026 | PERSONALIDADES | 8 Comentários

: trajetória do designer gráfico e chargista de -SP

foi designer gráfico e chargista em -SP, criou o personagem e publicou charges diariamente no jornal , deixando contribuição relevante para a comunicação visual e o humor gráfico do entre as décadas de 1990 e 2010.

Vida, atuação profissional e importância regional

nasceu em 30 de dezembro de 1973 e construiu sua carreira em -SP, em um período de intensa transformação na área de design gráfico, comunicação impressa e humor gráfico. Ele trabalhou em jornal, agência de publicidade, gráfica e agência própria, conciliando o design com a produção de charges diárias e personagens marcantes, até seu falecimento em 10 de abril de 2016, aos 42 anos.

Ao longo da trajetória, atuou em diferentes frentes da comunicação regional: criação gráfica, diagramação, publicidade, impressão e produção de conteúdo visual autoral. Esse conjunto de experiências o consolidou como referência para colegas de profissão e leitores do .

Infância, juventude e aproximação com o desenho

Desde a juventude, demonstrou forte interesse por desenho, humor e histórias em quadrinhos. Ele cresceu em um contexto em que jornais impressos, suplementos de quadrinhos e materiais gráficos circulavam com força no interior paulista, o que favoreceu o desenvolvimento de artistas ligados à ilustração e às narrativas gráficas.

Enquanto muitos profissionais da área buscavam oportunidades em grandes centros, permaneceu em -SP e escolheu construir sua carreira na região. Com isso, contribuiu diretamente para a formação de um cenário local de design e de humor gráfico, sempre conectado ao cotidiano da cidade e da população do .

Início da carreira e atuação na

A carreira profissional de ganhou visibilidade a partir da atuação no jornal , em -SP. Nesse veículo, ele trabalhou como designer gráfico e também como chargista, integrando a equipe responsável pela diagramação, pela identidade visual e pelo conteúdo gráfico autoral.

Na diagramação, colaborou com a organização visual das páginas, ajudando a definir a forma como títulos, textos, fotos e elementos gráficos apareciam para o leitor. Esse trabalho teve papel importante em um período em que os jornais migravam de processos analógicos para sistemas digitais de editoração, exigindo atualização constante dos profissionais.

Além disso, se destacou por publicar charges diariamente no jornal. Essas charges, muitas vezes assinadas com o personagem , comentavam fatos do cotidiano, temas locais, situações políticas e comportamentos sociais, sempre com humor visual e síntese gráfica. A presença diária das charges no jornal fez com que ele se tornasse nome conhecido entre os leitores de -SP.

O personagem e a força das charges diárias

O personagem  nasceu como criação de para o universo das charges e dos quadrinhos. Inicialmente, ele existia como figura desenhada, inserida em tiras e charges que dialogavam com a realidade do leitor. Com o tempo, se consolidou como personagem recorrente no jornal, aparecendo em publicações diárias na .

Esse personagem se tornou um tipo reconhecível, que representava, de forma bem-humorada, situações comuns, críticas sociais e comentários sobre o dia a dia. A população passou a associar o traço, o estilo e o humor das tiras ao nome de , o que reforçou a identidade do artista no cenário regional.

O sucesso do personagem foi tão forte que o apelido  passou a ser usado para se referir ao próprio Márcio. Assim, criador e criação se aproximaram, e o nome do personagem ultrapassou as páginas do jornal, chegando às rodas de amigos, aos ambientes de trabalho e a diferentes círculos sociais de -SP.

Charges no jornal e papel na memória local

A publicação diária de charges na colocou em posição central na produção de humor gráfico de -SP. As charges funcionavam como registro visual do momento histórico, porque comentavam:

  • fatos da política local, estadual e nacional;
  • acontecimentos do cotidiano da cidade;
  • comportamentos sociais e situações comuns do dia a dia.

Dessa forma, as charges de Márcio Rodrigues Simões, muitas delas protagonizadas pelo personagem , contribuíram para formar uma espécie de crônica visual da vida em -SP e no . O leitor encontrava, nas páginas do jornal, não apenas a notícia, mas também a interpretação crítica e bem-humorada dos acontecimentos, por meio do desenho.

Atuação na e na

Além do trabalho na , Márcio Rodrigues Simões atuou em outros segmentos estratégicos da comunicação regional. Ele trabalhou na , agência de publicidade e propaganda de -SP, e na , ligada à produção de materiais impressos.

Na , participou da criação de campanhas, anúncios e materiais de divulgação para empresas e instituições da região. Nessa função, o designer gráfico desenvolve logotipos, peças promocionais, layouts de anúncios e materiais para diferentes mídias, ajudando a construir a imagem pública de marcas locais.

Na , atuou na etapa de produção gráfica, transformando projetos visuais em produtos impressos efetivos, como panfletos, folders, cartazes, embalagens e peças institucionais. Essa experiência permitiu que Márcio Rodrigues Simões conhecesse todas as etapas da cadeia produtiva da comunicação visual, do conceito à impressão.

Criação da agência Chroma e atuação como autônomo

Depois de reunir experiência em jornal, agência de publicidade e gráfica, Márcio Rodrigues Simões criou sua própria agência, a Agência Chroma. A partir de casa, ele passou a atender clientes de Araçatuba-SP e do , desenvolvendo projetos de design gráfico, identidade visual e materiais promocionais.

A Chroma representou um momento de maior autonomia profissional, em que ele pôde unir o conhecimento adquirido em diferentes empresas ao estilo autoral que o caracterizava. Essa fase consolidou Márcio como referência local para empresas que buscavam soluções de comunicação visual, mantendo sempre o vínculo com a cultura do desenho e com o humor gráfico.

Perfil pessoal, convivência e memória afetiva

Além dos trabalhos em design e das charges diárias, a personalidade de Márcio Rodrigues Simões marcou profundamente quem conviveu com ele. Relatos apontam que ele:

  • mantinha um círculo de amizade amplo;
  • era brincalhão e gostava de pregar peças nas pessoas;
  • demonstrava impaciência em alguns momentos;
  • tinha um grande coração e postura solidária no dia a dia.

Esse perfil ajudou a construir uma presença forte em redações, agências e círculos sociais. Os ambientes em que trabalhava costumavam ser marcados por bom humor, conversas descontraídas e histórias que envolviam o , tanto personagem quanto apelido.

Depois de seu falecimento, em 10 de abril de 2016, essas lembranças passaram a ocupar lugar importante na memória afetiva de amigos, familiares e colegas. Muitos identificam, nas charges e nos personagens, não apenas o artista, mas também o companheiro de trabalho e o amigo presente em momentos marcantes da vida cotidiana.

Legado na comunicação visual e na memória regional

O legado de Márcio Rodrigues Simões, o , integra o patrimônio imaterial de Araçatuba-SP e do . Sua atuação como designer gráfico, chargista e criador do personagem contribuiu para a construção da identidade visual da região, tanto na comunicação institucional quanto no humor gráfico diário.

Ao registrar sua trajetória em um museu digital da memória regional, a cidade preserva não apenas o nome de um profissional, mas também a história de um período em que as charges, os impressos e a publicidade local dialogavam diretamente com o cotidiano da população. As páginas de jornal, as campanhas, os materiais gráficos e as lembranças de convivência mantêm viva a presença de Márcio Rodrigues Simões na história de Araçatuba-SP.

8 Comentários

  1. Bruno Paschoal

    Linda memória!
    O Marcião era um cara sem igual.
    80% do que sou hoje como Arte-finalista e designer gráfico, devo a ele que teve paciência de ensinar um garoto de 15 anos, e olha que eu nem sabia mexer em um computador direito.
    Pessoa extremamente animada rei das pegadinhas e dos apelidos.
    Faz muito falta, como amigo e como mestre.

    Única observação, a Gráfica é 1000Cores, (mil em numeral) foi onde trabalhei com ele em 2004 e estou até hoje.

    Responder
    • Marco Cenci

      Muito obrigado pelo seu comentário tão bonito e cheio de significado!

      É gratificante ver o quanto o Marcião marcou a vida de tantas pessoas, não só como profissional, mas principalmente como amigo e mentor. Histórias como a sua mostram exatamente quem ele foi: alguém generoso, paciente e sempre disposto a ensinar, deixando um legado que segue vivo através de cada pessoa que ele ajudou a formar.

      E obrigado também pela correção — já ajustamos para 1000Cores conforme você mencionou. Esse tipo de contribuição é muito importante para manter a memória fiel e bem registrada.

      Se quiser, ficaremos muito felizes em incluir mais detalhes da sua história com ele na página. Esses depoimentos enriquecem ainda mais essa homenagem!

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  2. Moacir Ramos Gonçalves Junior

    Marcião deixou saudades
    Cara muito gente fina e humilde

    Responder
    • Marco Cenci

      Muito obrigado pelo seu comentário!

      O Marcião realmente deixou uma saudade enorme em todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Sua humildade, alegria e jeito simples de tratar as pessoas são lembranças que permanecem vivas na memória de muitos.

      Comentários como o seu ajudam a reforçar o quanto ele foi especial. 🙏

      Responder
  3. Marco

    Meu grande amigo irmão, quanta saudade!!!

    Responder
    • Marco Cenci

      Muito obrigado por compartilhar esse sentimento!

      O Marcio realmente construiu laços que iam além da amizade — virou irmão para muita gente. Essa saudade tão forte é reflexo do carinho, da presença e da importância que ele teve na vida de todos ao seu redor.

      Fica aqui nossa homenagem e respeito a essa amizade tão bonita.

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  4. Alexandre de Queiroz

    Saudades do meu amigo de infância, Banana, como costumávamos nos chamar, que me inseriu no mundo gráfico por meio do Windows e do Corel Draw. Foi uma grande inspiração para várias pessoas, e para mim. Nossa infância difícil na periferia de Araçatuba nos permitiu começar desenhando na rua do “Chorão”, no chão de terra com gravetos antes de evoluir para o papel. Me lembro de nossas caricaturas desenhadas e, um sacaneando o outro com artes gráficas. Esse era o Márcio.

    Na época, ele me incentivou a iniciar minha carreira como programador, profissão que exerço até os dias de hoje e como professor Universitário. 10 anos sem você, Márcio, Brela, Banana, onde quer que esteja, receba nossos abraços.

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    • Marco Cenci

      Muito obrigado por esse depoimento tão rico e emocionante.

      Seu relato traduz com muita força a essência do Márcio — um amigo verdadeiro, inspirador e alguém que transformava até os momentos mais simples em aprendizado e alegria. Essas lembranças da infância, dos desenhos no chão e da evolução juntos no mundo gráfico mostram não só a trajetória de vocês, mas também a origem de um talento que ele ajudou a despertar em muitas pessoas.

      É muito bonito ver como o incentivo dele impactou diretamente a sua vida profissional, da programação à docência. Esse é um legado imenso — daqueles que seguem vivos em cada conquista de quem ele apoiou.

      Fica aqui nossa homenagem a essa amizade tão verdadeira e a essa história que merece ser sempre lembrada.

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