Casamento Pavan & Saran

por | 12/01/2026 | MEMÓRIAS | 0 Comentários

Casamento & : amor e legado em . Recebemos um verdadeiro tesouro da memória araçatubense: a fotografia de O casamento de Angelina Maria e , celebrado em 5 de novembro de 1921, segue lembrado como um símbolo da pioneira e das famílias que ajudaram a formar a cidade.

A história chegou ao presente por meio de um recorte preservado do jornal , datado de 5 de novembro de 1971, guardado por , filha do casal. Naquele texto, uma “Crônica da Coluna” relembra o enlace e comemora as bodas de ouro, descrevendo emoções, contexto e, sobretudo, o sentido coletivo que aquela união ganhou ao longo do tempo em .

A cerimônia em 1921, na capela do povoado

Em 5 de novembro de 1921, a “pequena capela do recém-formado povoado de ” recebeu pioneiros para uma cerimônia que, à primeira vista, poderia ser considerada comum. No entanto, a crônica preservada faz questão de afirmar que não se tratava de “um simples casamento”, porque unia duas famílias descritas como fundamentais naquele começo:  e .

Dessa forma, o registro trata a data como um marco que ultrapassa a vida privada. A narrativa aponta que aquele dia representaria o início de um tronco familiar que se expandiria por descendentes e manteria, em suas próprias palavras, “o amor à terra” com os olhos voltados para o futuro.

: nascimento, origem e chegada a

Segundo a crônica do recorte,  nasceu em 12 de maio de 1896, na localidade de Jardinópolis. Ainda assim, o texto sugere que, mesmo com uma infância tranquila, ele sentia a necessidade de buscar novas terras e trabalhar no avanço do Oeste paulista, que então se abria para o desenvolvimento.

Em seguida, o relato fixa dois momentos importantes ligados a . Primeiramente, menciona que ele teria adquirido uma área de terra em 1911, quando a cidade “nascia”. Depois, destaca o dia 29 de junho de 1913, quando teria pisado pela primeira vez em solo araçatubense, “de onde nunca mais sairia”. A partir daí, o texto rememora as “primeiras lutas” e “derrubadas” para o amanho da terra, compondo a imagem do pioneiro que cria raízes.

Angelina Maria : nascimento, família e o cotidiano da pioneira

A crônica registra que Angelina Maria  nasceu em 10 de julho de 1902. Ao reconstituir seus pensamentos durante a cerimônia, o texto apresenta uma vida ligada ao cotidiano rural e às exigências da época, quando o povoado ainda enfrentava condições duras para se manter.

Por exemplo, a narrativa menciona as dificuldades das primeiras plantações e episódios de doenças e epidemias que atingiam os colonos. Além disso, descreve Angelina como alguém que ajudava na lavoura e que, quando necessário, atuava como enfermeira. O recorte também informa sua filiação, identificando-a como filha de Antonio  e D. Rosa .

O “sim” de 1921: o casamento & na crônica

Ao descrever a cerimônia, o texto preservado dá tom poético e íntimo ao momento. Enquanto o padre conduzia o rito em latim, a crônica observa que José não compreendia literalmente a língua, mas, ainda assim, percebia a alegria do instante. Ao mesmo tempo, a narrativa alterna a lembrança dos caminhos percorridos pelos noivos até chegarem àquele “sim”.

No trecho central, o celebrante identifica os noivos e suas famílias, registrando também os pais de José: Antonio  e D. Maria Rosane. Em seguida, a crônica relembra as respostas — o “Sim! Aceito…” atribuído a Angelina e o “Sim!” firme atribuído a José — e finaliza a cena com a comemoração dos presentes, fixando novamente a data: 5 de novembro de 1921.

1971: bodas de ouro e a cidade transformada

Em 5 de novembro de 1971, cinquenta anos depois, a crônica faz um contraste direto entre o povoado de 1921 e a que se consolidou. Assim, menciona que a terra cedeu espaço ao asfalto, que casas simples deram lugar a construções maiores e que os cavalos foram substituídos por automóveis, sinais de modernização e crescimento.

Apesar disso, o texto insiste que o “espírito de pioneirismo” teria permanecido como marca da cidade. Nesse cenário, a celebração das bodas de ouro aparece ligada principalmente à família formada: a crônica descreve uma “enorme legião de filhos e netos” como o maior presente daquele casamento e como continuidade do legado & em .

Filhos de Angelina Maria e

Conforme os dados preservados no material enviado, Angelina Maria Pavan e  tiveram sete filhos:

A mensagem que atravessou gerações

Entre as passagens mais lembradas do recorte, há uma frase de gratidão que resume o tom da crônica e a forma como a união foi celebrada ao longo do tempo. Em síntese, o texto transforma o aniversário do casamento em uma memória de fé, família e permanência:

“OBRIGADO SENHOR! OBRIGADO PELA NOSSA UNIÃO! OBRIGADO PELOS FILHOS QUE TEMOS! OBRIGADO, MUITO OBRIGADO PELA FELICIDADE QUE JAMAIS NOS FALTOU.”


Em 1921, Angelina Pavan e uniram-se em casamento na pequena capela de . Cinquenta anos depois, um recorte de jornal revive a história de amor e pioneirismo que ajudou a construir a cidade. Conheça essa emocionante crônica publicada em e preservada pela filha do casal, .

Leia o texto original

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