
Hermílio de Magalhães Pinto, nascido por volta de 1872, assumiu como segundo prefeito de Araçatuba em 20 de janeiro de 1923, aos 51 anos, em uma cidade de apenas dois anos de emancipação, ainda marcada por disputas políticas e o eco da colonização cafeeiro. Filiado ao PRP, o Partido Republicano Paulista, ele se dedicou aos desafios administrativos cotidianos, longe das rixas locais que dividiam a elite. Seu mandato, que se estendeu até 2 de agosto de 1924, viu o início da construção da Praça Rui Barbosa — outrora Largo Cristiano Olsen —, um espaço que simbolizaria o coração cívico da cidade, e avanços em infraestrutura básica, como melhorias em vias e serviços essenciais. Em meio à turbulenta Revolução Tenentista, Hermílio reforçou o apoio ao governo de Carlos de Campos, convocando a polícia municipal para São Paulo, uma decisão que o isolou de facções revolucionárias lideradas por ex-prefeitos como Joaquim Pompeu de Toledo, mas que refletia sua lealdade ao progresso ordenado.
Tragicamente, em 2 de agosto de 1924, aos 52 anos, Hermílio foi assassinado a tiros pelas costas ao cruzar a Praça Rui Barbosa que ele mesmo ajudara a erguer, vítima de emboscada por opositores revolucionários escondidos no coreto — um crime que chocou a população e acelerou a transição para Gaspar Prado de Souza. Sua memória perdura na Rua Hermílio de Magalhães Pinto, no centro de Araçatuba, um tributo às ruas que ele sonhava pavimentadas com justiça e luz. No Memorias.me, evocamos essa figura resiliente para lembrar que, em tempos de sombra política, líderes como ele acenderam o caminho para a estabilidade municipal.


