Dom José Carlos Castanho de Almeida

por | 16/11/2025 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

nasceu em -SP, no dia 14 de junho de 1930, filho de e Joanna (Joana) Pires Castanho. Era o mais velho entre três irmãos: João Batista, Maria Lúcia e Annibal.

Desde cedo seguiu o caminho religioso: cursou o ensino médio no Seminário Menor Borromeu, em (SP), entre os 11 e os 17 anos, sob a orientação do seu tio, .

Depois, estudou no e na Universidade , além de Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em . Ele também concluiu Direito Civil pela Faculdade de Direito de .

Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 08 de dezembro de 1953, em -SP, na , pelas mãos de .

Trajetória e ministério religioso

Após a ordenação, Dom José Carlos desempenhou diversos papéis importantes:

  • Foi ecônomo e no Seminário Menor de (1954–1955).
  • Em 1956, atuou como vigário cooperador em e, depois, voltou para para servir como secretário do bispo diocesano e chanceler do Bispado (até 1967).
  • Recebeu os títulos de cônego honorário e cônego catedrático, participou do Conselho Diocesano de Presbíteros e coordenou a pastoral em .
  • Foi primeiro pároco da Igreja Borromeu (28 de janeiro de 1968 a 25 de junho de 1978) e também diretor espiritual do seminário diocesano.
  • Engajou-se com movimentos leigos: Juventude Estudantil Católica (JEC), Vicentinos, Cursilhos de Cristandade, Encontros de Casais com Cristo, Equipes de Nossa Senhora.
  • Em 1973, formado em Direito, atuou como juiz no Tribunal Eclesiástico Regional da Arquidiocese de .

Ascensão episcopal

  • No dia 10 de março de 1982, Dom José Carlos foi nomeado bispo titular de Urusi e auxiliar da Diocese de Santos.
  • Sua ordenação episcopal aconteceu em 02 de maio de 1982, em , pelas mãos do Cardeal Paulo Evaristo Arns.
  • Em Santos, também foi vigário episcopal para a Região Norte do litoral (Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba).
  • Foi nomeado bispo da Diocese de em 25 de outubro de 1987 e ali permaneceu até 1994.

Bispo de çatuba: pioneiro e construtor

  • Em 23 de março de 1994, com a criação da (SP) pelo Papa João Paulo II, Dom José Carlos foi escolhido para ser o seu primeiro bispo.
  • Tomou posse alguns meses depois.
  • Durante seu mandato (1994–2003), ele supervisionou:
    • A construção da cúria diocesana;
    • A criação do seminário propedêutico local;
    • O desenvolvimento da Catedral Nossa Senhora Aparecida, posteriormente com a construção de sua cripta.
  • No governo de çatuba, Dom José Carlos exerceu os três “munera” episcopais:
    • Santificar: promoveu retiros, formações espirituais para padres, seminaristas e leigos;
    • Ensinar: incentivou a catequese, especialmente entre os mais pobres, valorizando a instrução religiosa como promoção humana.
    • Governar: administrou a diocese com zelo, estabeleceu normas, manteve relações respeitosas com autoridades civis e eclesiásticas.
  • Em 16 de junho de 2000, a Câmara Municipal de çatuba concedeu-lhe o título de Cidadão çatubense, reconhecendo sua influência e serviço.
  • Em 17 de setembro de 2003, ele apresentou sua renúncia por motivos de saúde, como previsto no direito canônico (idade de 75 anos), e tornou-se bispo emérito.

Anos finais, falecimento e legado

  • Após a renúncia, Dom José Carlos mudou-se para , onde viveu sob os cuidados de sua família.
  • Em 27 de fevereiro de 2022, faleceu na madrugada, aos 91 anos, na cidade de , após longo período de enfermidade.
  • Seu velório ocorreu primeiro em e, no dia seguinte, o corpo foi trasladado para çatuba, onde foi velado na Catedral Nossa Senhora Aparecida.
  • A Missa de Exéquias foi celebrada pelo bispo Diocesano, , e posteriormente Dom José foi sepultado na cripta recém-construída da catedral de çatuba.
  • Na cerimônia, Dom Sérgio destacou a fé profunda de Dom José Carlos, recordando seu lema episcopal “Scio Cui Credidi” (“Sei em quem acreditei”).

Importância para çatuba

A presença de Dom José Carlos em çatuba foi histórica. Como primeiro bispo da diocese, ele:

  • lançou as bases estruturais da Igreja local (cúria, seminário, catedral);
  • incentivou a participação leiga e a formação religiosa;
  • promoveu a coesão social e eclesial com seu estilo pastoral dedicado;
  • deixou um legado duradouro que é lembrado com carinho pelos fiéis até hoje.

Seu sepultamento na cripta da catedral simboliza a união dele com seu povo e o reconhecimento permanente de seu serviço.

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