O Monumento ao Estudante Brasileiro foi inaugurado em 2 de dezembro de 1967, durante o aniversário da cidade, como uma realização pioneira do Interact Club de Araçatuba, entidade juvenil ligada ao Rotary Club. A escolha da Praça Getúlio Vargas ocorreu porque, naquele período, ela ficava entre várias escolas importantes da cidade, como o Colégio D. Pedro II, o Colégio das Irmãs, o Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz, o José Cândido e a Escola Japonesa. Dessa forma, o monumento estaria visível a centenas de estudantes que circulavam diariamente pela região.
A obra, modernista e confeccionada em bronze, representa um estudante estilizado sentado com um livro apoiado sobre a perna. A escultura foi instalada sobre um pedestal de mármore e se tornou referência visual na paisagem urbana da praça, que, segundo moradores, era considerada uma das mais belas de Araçatuba na época.
A concepção do monumento e seus responsáveis
O projeto foi conduzido pelo Interact Club de Araçatuba, cuja diretoria de 1967 era composta por Genilson Senche (presidente), Areobaldo Monfredini (vice-presidente), Miguel A. Filho (secretário), Nelson C. Procópio (2º secretário), Plínio Gomes (tesoureiro) e Ademir G. Faria (2º tesoureiro). Segundo relatos, os integrantes do Interact percorreram salas de aula e visitaram estudantes da cidade em busca de apoio financeiro, reforçando o caráter comunitário do monumento.
A placa inaugurada em 1967 registra homenagens ao prefeito professor Silvio José Venturolli, ao escultor Luiz Morrone, ao aluno Massato Ito — autor do desenho que venceu o concurso para criação da obra —, além de Pedro Buchi, do Rotary Club e da população de Araçatuba pela colaboração. O envolvimento do jovem Genilson Senche foi marcante, e muitos anos depois ele se tornaria jornalista e proprietário da Folha da Região, sendo sempre lembrado com carinho.
A inauguração e a presença do movimento estudantil
A inauguração contou com a presença de representantes estudantis, entre eles Jeremias Alves Pereira Filho, então presidente da UESA — União dos Estudantes Secundaristas de Araçatuba — que lembrou ter participado ativamente do evento. Ele também relata que, em homenagem ao monumento e ao patrono da obra, a UESA organizou a Gincana Estudantil, mobilizando estudantes de diversas escolas. A ação teve apoio de nomes como Edgar Fernandes, Carlos Roberto Fattori, Brodósqui, Zé Ruy Veloso Campos, Wanda Viol, Regina Streicher, professor Zé Romano, professor Silvio Venturolli, Tribuna da Noroeste, rádios Cultura e Difusora e até do Centro Acadêmico da FOA.
Esses depoimentos reforçam o ambiente de engajamento juvenil e comunitário que marcou o surgimento do monumento, tornando-o um marco afetivo para gerações que estudaram na região.
A memória preservada na Praça Getúlio Vargas
Com o passar dos anos, o Monumento ao Estudante Brasileiro continuou como símbolo da presença estudantil no centro da cidade. Muitos moradores recordam a beleza original da Praça Getúlio Vargas e destacam que, mesmo com as transformações urbanas, a estátua permanece como testemunha da história local e da mobilização que marcou sua criação em 1967.






















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