Rosalina Maria de Melo

por | 06/02/2026 | PERSONALIDADES | 0 Comentários

: a Dona Rosa dos salgadinhos que marcaram

, conhecida como Dona Rosa da , marcou a história de com seus famosos pasteizinhos, sua tradição familiar e uma relação muito próxima com a comunidade.

Quem foi

nasceu em 1º de outubro de 1950, filha de (26 de dezembro de 1911 – 7 de março de 1996) e de , a Nicota (24 de dezembro de 1914 – 2 de dezembro de 2002). Cresceu em uma família grande, ao lado dos irmãos , , , , e , em um ambiente de trabalho intenso, união e mesa sempre cheia, o que ajudou a formar seu jeito acolhedor e seu vínculo com a cozinha.

Desde cedo, Rosalina aprendeu com os pais o valor da honestidade, do esforço diário e do cuidado com as pessoas. Assim, o hábito de receber bem, de preparar comida com carinho e de valorizar a convivência foi se tornando parte essencial de sua personalidade e, mais tarde, da forma como conduziu o próprio negócio em .

A criação da

A trajetória que levaria a se tornar referência em começou com seu pai. Em 2 de fevereiro de 1988, fundou a , apostando em uma produção artesanal e em atendimento voltado principalmente para encomendas de festas e eventos. Inicialmente, a operação era modesta, mas a qualidade dos produtos rapidamente chamou a atenção dos clientes.

Com massa bem feita, recheios generosos e cuidado em cada etapa, os salgadinhos da Santa Rita passaram a ser recomendados de boca em boca. Desse modo, o nome da fábrica foi ganhando espaço na cidade e se consolidando como uma das principais referências quando o assunto eram salgadinhos para festas, reuniões familiares e encontros entre amigos.

Dona Rosa à frente da tradição de família

Com o passar dos anos, assumiu a liderança da e se tornou a principal responsável pela continuidade do negócio. À frente da produção e do atendimento, ela uniu o legado do pai ao próprio estilo de trabalho, firme e ao mesmo tempo acolhedor. Em pouco tempo, muitos clientes passaram a identificar diretamente a fábrica com sua figura, chamando-a simplesmente de Dona Rosa.

Ela organizava o dia a dia da empresa, acompanhava o preparo dos salgados e mantinha o padrão que fez a marca se destacar. Além disso, tratava os clientes com proximidade, lembrando nomes, histórias e encomendas antigas. Assim, a relação comercial se transformou em vínculo afetivo, e encomendar salgadinhos para festas em , muitas vezes, significava procurar pela Dona Rosa.

Os famosos pasteizinhos e a variedade de salgados

Os pasteizinhos de ficaram conhecidos em toda a cidade e se tornaram presença constante em aniversários, casamentos, confraternizações de empresas e eventos em geral. No entanto, o cardápio da era amplo e incluía diversos itens que ajudaram a construir essa fama.

Entre os salgados mais pedidos estavam: pastéis; quibes; coxinhas; risólis; empadinhas; esfirras; bolinhas de queijo.

Esses produtos saíam diretamente da fábrica para a animação das festas ou para o freezer de quem queria garantir uma opção saborosa para o fim de semana. A produção voltada para encomendas permitia controlar melhor as quantidades, oferecendo sempre salgados preparados na medida certa para cada cliente.

Produção sob encomenda e cuidado com o frescor

Uma das características marcantes do trabalho de era a prioridade dada ao frescor dos salgados. Por isso, as encomendas precisavam ser feitas com pelo menos um dia de antecedência. Esse prazo ajudava a planejar a produção, a compra dos ingredientes e o uso da equipe, garantindo que tudo fosse preparado pouco antes da entrega.

Dona Rosa fazia questão de ressaltar que gostava de oferecer produtos “sempre fresquinhos e preparados na quantidade exata, de acordo com a encomenda”. Essa postura traduzia respeito ao cliente e atenção aos detalhes, algo que contribuiu diretamente para a reputação da em .

Mais de três décadas de história e ligação com

Desde 2 de fevereiro de 1988, a se consolidou como um negócio de tradição familiar, em que o ofício foi passado de pai para filha e se transformou em um verdadeiro patrimônio afetivo da cidade. Ao longo de mais de 35 anos de atuação, a presença constante dos salgados em festas e comemorações ajudou a criar um laço forte entre o nome de e a memória de várias gerações de aracatubenses.

Muitas famílias cresceram consumindo os produtos da Santa Rita e levaram esse hábito adiante, fazendo com que os pasteizinhos, coxinhas e quibes de Dona Rosa acompanhassem diferentes fases da vida das pessoas. Dessa forma, a fábrica se tornou parte da rotina e da cultura local, indo muito além de um simples ponto de venda de alimentos.

Legado de Rosalina Maria de Melo em

Rosalina Maria de Melo faleceu em 4 de janeiro de 2022, deixando saudade entre familiares, amigos, clientes e moradores de . Sua presença à frente da ajudou a mostrar como um empreendimento familiar, conduzido com dedicação e cuidado, pode se tornar referência e entrar para a história de uma cidade.

Seu nome permanece associado aos “famosos pasteizinhos da Dona Rosa”, à qualidade dos salgados, ao atendimento acolhedor e à sensação de que cada encomenda fazia parte de momentos especiais na vida das pessoas. Ao lembrar de Rosalina Maria de Melo, também recorda uma época em que a tradição de família, o trabalho diário e o carinho com a comunidade caminhavam juntos dentro de uma pequena fábrica de salgados.

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