Conjunto Habitacional Hilda Mandarino

por | 27/01/2026 | LOGRADOUROS | 0 Comentários

Conjunto Habitacional Hilda Mandarino: a homenagem a Hilda Maria Sobral Barbosa Mandarino em Araçatuba

O , em , ficou marcado como uma das maiores homenagens públicas já feitas na cidade a uma educadora:  (1910–1986), lembrada como e, sobretudo, como mãe de  (1937–2017), figura nacional que presidiu a entre 1989 e 1990.

Ao mesmo tempo, a história do também se conecta à política habitacional do fim dos anos 1980, porque o conjunto foi viabilizado com recursos e financiamento ligados à e à atuação regional da  (), de , que aparece nos relatos como parceira na execução do projeto.

Mapa do Conjunto Habitacional Hilda Mandarino
Mapa do .

Quem foi

(), descrita nos relatos como , foi esposa de Pedro Mandarino (1900–1968) e mãe de . Além disso, aparece associada ao nome  (1910–1986), com a observação de que “Hilda” provavelmente teria sido um apelido de Cacilda — ou seja, um ponto que integra a memória oral e, portanto, deve ser tratado como identificação afetiva e familiar, e não como substituição automática do registro civil.

Ainda assim, o que se mantém constante é o sentido da homenagem: alguns anos após sua morte (citada como decorrente de câncer), seu nome passou a representar, de forma pública, uma ideia de cuidado e futuro, especialmente ligada à educação e à casa própria.

Inauguração do Bairro Hilda Mandarino em Araçatuba
Inauguração do em Araçatuba. Paulo Rubens Mandarino aparece ao lado da então prefeita de AraçatubaGerminia Dolce Venturolli. Além disso, o registro inclui João Jorge Rezek e, ao fundo, Pedro Marin Berbel, então prefeito de Birigui-SP.

O é descrito como o maior conjunto habitacional de  e um dos mais populosos da zona leste. E isso ajuda a explicar por que ele se tornou tão conhecido: trata-se de um bairro associado à expansão urbana, ao acesso à moradia e ao cotidiano de milhares de moradores.

Nos relatos, o conjunto aparece como construído com financiamento da estatal, por meio da , com execução ligada à , que é apresentada como uma companhia regional sediada em e voltada a habitação de interesse social, reunindo participação de dezenas de prefeituras da região. Desse modo, a história do bairro também retrata um modelo de desenvolvimento urbano em que município, órgão financiador e companhia habitacional atuam em conjunto para viabilizar casas populares.

Imagem Aérea do Conjunto Habitacional Hilda Mandarino. Foto: Marco Cenci
Imagem Aérea do . Foto: Marco Cenci

Por que o nome “” virou memória afetiva em

O que torna o especialmente significativo é o fato de a homenagem não ter ficado restrita a uma rua, uma placa ou um prédio público: segundo os relatos, a então Germinia Dolce Venturolli, em contato com Mandarino, decidiu dar o nome de sua mãe ao bairro inteiro. Assim, a lembrança de passou a fazer parte do vocabulário diário da cidade: no endereço, no transporte, no comércio, na escola, no encontro entre vizinhos.

Além disso, como a homenagem está ligada à moradia popular, ela também se conecta a histórias familiares: mudança para a casa própria, começo de vida em um novo quarteirão e construção de comunidade ao longo dos anos.

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